Celebração de Sétimo Dia – Selvino José Assmann

06/10/2017 12:08

“Prezados amigos e (ex)colegas ou (ex)alunos do Prof. Selvino José Assmann,

 Como muitos já sabem, ele faleceu no dia 30 de Setembro, por câncer.

 A maior parte da sua vida foi dedicada à UFSC (inclusive foi professor por mais tempo do que pai), assim gostaríamos de convidá-los para a Celebração de Sétimo Dia nesse Sábado, às 16h00.

 Esse será um momento importante para resgatarmos as contribuições dele nos terrenos da universidade e na comunidade, já que um de vocês carrega uma parte da história e da reflexões que ele deixou por aqui. 

 Local: Templo Ecumênico da UFSC.

 Como estamos elaborando um caderno de memórias com histórias e fotos, novamente convidamos todos para o compartilhamento dos encontros com Selvino (tanto ao levar uma história/foto, quanto a escrever no local).

 Att,

Moira Helena Assmann (a filha)”

Alterações de data e horário – palestra e minicurso Nikola Mirkovic/Claudia Drucker

03/10/2017 10:00

Em vista do luto oficial na UFSC, a palestra “Zur Raum wird hier die Zeit: On the spatiality of aesthetic experience and the room of music” foi adiada para o dia 05 de outubro, quinta-feira, às 18h30, no auditório do CED.

O início do minicurso “The role of rhythm, time and space in the experience of music/”O papel do ritmo, espaço e tempo na experiência da música” também foi adiado para o mesmo dia, 05/10, no mesmo local, tendo início após a palestra.  A duração do minicurso foi encurtada, pois a última aula continua sendo no dia 11/10, quarta-feira.

Proposta e sumário de temas

Como é possível falar sobre música filosoficamente? Podemos empregar conceitos filosóficos para entender o que é a música? A experiência da música é potencialmente significativa para a filosofia? Neste minicurso vamos discutir essas questões e, assim, nos concentraremos na importância de três conceitos básicos para a filosofia da música: ritmo, tempo e espaço.

A primeira metade do curso é dedicada a uma leitura próxima da conta da música de Hegel.
Na terceira parte dos seus Cursos de Estética, Hegel desenvolve uma compreensão da música como uma forma romântica de arte e a compara a outras formas de arte, como arquitetura, escultura, pintura e poesia. Essas diferentes formas de arte se distinguem em termos de sua materialidade particular. O som, que é introduzido como o meio da música, é descrito como matéria negada. Hegel interpreta a duração limitada dos tons musicais como um processo de transição do domínio da natureza para o domínio interno da subjetividade. Este processo permite a expressão de emoções, sentimentos e sentimentos que pertencem ao interior da vida humana. Na visão de Hegel, a arte da música está ligada à temporalidade desse movimento. Conseqüentemente, a categoria de tempo parece ser de importância crucial para essa abordagem em relação à música. No entanto, sua abordagem não pode ser totalmente compreendida sem os momentos em que o espaço e a espacialidade entraram em jogo.

Na segunda parte do curso, vai ser analisada a relação entre a filosofia da música e as filosofias do tempo clássicas. Inicialmente, portanto, a abordagem será histórico-dedutiva, no sentido em que o fenômeno da música será tratado a partir de conceitos fundamentais em alguns autores. Vamos considerar rapidamente as respostas implícitas ou explícitas de Sto. Agostinho, Hegel e Heidegger, com atenção especial para a noção de ritmo. Apesar de a música ser a arte temporal por excelência, a relação entre música e tempo é relegada a segundo plano. Isto se reflete no tratamento lacunar dado ao tema do ritmo musical. A seguir, pergunta-se se existe aí um problema e sugere-se que tanto um pensamento sobre o tempo como um pensamento sobre a música podem se beneficiar de uma ênfase sobre o tema do ritmo e do tempo musical.

Promoção: Departamento de Filosofia e Programa de pòs-graduação em Filosofia

Inscrições no local! O curso terá duração de 18h.

 

Nota de falecimento – Selvino José Assmann

01/10/2017 11:24

É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Selvino José Assmann, professor emérito da UFSC e professor aposentado do Departamento de Filosofia. O seu falecimento interrompe as atividades regulares que vinha desenvolvendo como professor voluntário nos cursos de graduação e pós-graduação em Filosofia, e no programa de Doutorado Interdisciplinar em Ciências Humanas dessa universidade. Pensador inquieto e educador apaixonado, o legado de Selvino se faz presente entre dezenas de publicações, mas também e, sobretudo, na sua disposição para o diálogo vivo que caracterizava as suas orientações, aulas, e conversas informais – ensinamentos que todos nós preservaremos como um tesouro singular e infrequente. Os nossos mais sinceros sentimentos à família.